1 de dezembro de 2013

Atualizações


Os textos deste blog estão sendo revisados e aos poucos serão postados novamente.

Abaixo você já pode conferir as postagens atualizadas.

19 de agosto de 2013

'Lola a Pioneira'


No dia 13 de agosto participei de um dos ensaios da peça ‘Lola a Pioneira’. Era início de tarde quando cheguei a um pequeno teatro na Bela Vista, próximo do Teatro Sérgio Cardoso. Foi lá que acompanhei o ensaio e, sem conhecimento prévio da história, me surpreendi.

‘Lola a Pioneira’ é um monólogo escrito e dirigido pelo ator Mário Goes e conta a história de Lola, uma cafetina de travestis (ela também travesti) que vê seu império desmoronar enquanto é lançada numa jornada de autoconhecimento. Interpretada pela transformista Alexia Twister, conhecida por seus shows na Blue Space (maior casa de show de transformistas do Brasil), Lola ganhou vida a cada minuto no palco. O ensaio foi feito sem figurino e com algumas cenas incompletas, mas não foi difícil abstrair e absorver a história, imaginando sua montagem final.

O texto de Mário Goes é rico, carregado de significados e costurado com muito esmero. Foi o texto o responsável por me fazer mergulhar no drama de Lola e me sentir parte da história. Essa imersão também é provocada pelo talento de Alexia, que surpreende desde o início e segura o fôlego de um monólogo com maestria.

A direção é outro aspecto bem trabalhado na peça. As cenas são coreografadas e construídas com minúcia para transmitir a mensagem corporal de cada momento da narrativa. É pura catarse para os mais detalhistas.

A narrativa trabalha o tempo todo com a desconstrução e através dela provoca uma reflexão a respeito das mudanças da vida. É uma história universal, atemporal e que tem tudo para fazer muito sucesso nos palcos. Vi a peça sem sua roupagem final, basicamente texto e atuação, e o resultado é surpreendente. Mário Goes e Alexia Twister irão arrasar nos palcos.

Por fim, deixo a provocação: Quem é Lola, a pioneira?

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A estreia acontece no dia 11/09 e a peça fica em cartaz até o dia 31/10, todas as quartas e quintas, no Teatro do Ator (Praça Roosevelt). Os ingressos sairão por R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia).

No dia 10/09 será a pré-estreia, fechada para amigos e imprensa. Você pode concorrer a um par de ingressos clicando aqui.






Ficha Técnica:

Texto e Direção: Mário Goes

Ator/Transformista: Alexia Twister

Figurino: Edson Fabrício

Fotografia: Daniela Silveira

Vídeo: Mário Goes e Thiago Nascimento

19 de junho de 2013

17 de Junho de 2013


Relato da minha participação no Quinto Grande Ato contra o aumento das passagens em São Paulo, organizado pelo Movimento Passe Livre.  

Cheguei à Faria Lima às 18h. Por volta das 16h30, na estação Consolação, soavam boatos de que as estações Faria Lima e Pinheiros estavam fechadas e a polícia confiscava celulares nas catracas. Não passavam de boatos. 

Juntamente da companheira Carol Cassiano, andei a Paulista até a Avenida da Consolação, seguindo a Dr. Arnaldo e descendo a Teodoro Sampaio até o Largo da Batata. O que vimos pelo caminho foram jovens com flores e cartazes nas mãos.  

No Largo da Batata, as pessoas que se agrupavam em frente à estação Faria Lima formavam um grupo heterogêneo. Crianças, jovens, adultos, idosos e cachorros. O clima de alegria contagiava. Era impossível dimensionar a quantidade de pessoas que estavam por lá e o sinal de celular se tornou inconstante. Mensagens de texto chegavam com atraso e encontrar amigos era impossível. Uma amiga, Camila Achille, enviava por sms a direção do protesto e possíveis ações da polícia.

Tudo correu bem. Permaneci com o grupo que seguiu a Faria Lima até a Juscelino Kubitschek. Pelo caminho, nada de vandalismo ou violência. Coros de "Vem pra rua, vem! Contra o aumento!" e "Que coincidência, sem polícia, sem violência!" dominaram a marcha. Nos prédios, pessoas demonstravam seu apoio com lençóis, toalhas e até guarda-chuvas brancos. Folhas de papel branco caíam de alguns prédios com delicada aprovação.

Na Juscelino, paramos por alguns minutos. O trajeto da manifestação não estava claro. Parte das pessoas seguiam a Juscelino sentido Marginal Pinheiros, enquanto outro grupo seguia no sentido contrário, em direção à Brigadeiro e à Paulista. Fui em direção à Paulista, com a energia contagiante dos coros e a disposição inabalável do povo. Solidariedade e companheirismo pairavam no ar.

Os ônibus presos no meio do protesto, da Faria Lima à Paulista, permaneciam sem danos. No lugar das pixações, adesivos e cartazes, colados com fitas adesivas, decoravam os coletivos. Pessoas dentro dos ônibus acenavam demonstrando apoio. Motoristas buzinavam e piscavam os faróis dos carros com entusiasmo enquanto outros, furiosos por não conseguir chegar em casa, permaneciam em silêncio. 

Subi a Brigadeiro tranquilamente enquanto minhas pernas reclamavam por tanto caminhar e, já próximo da Paulista, olhei para trás. O que vi foi um mar de pessoas, todas em uma só direção, com um só objetivo. As lágrimas arderam nos olhos. Fazer parte de um movimento daquela proporção, onde o povo demonstra sua voz e poder, pacificamente, deixa qualquer um sem palavras.

Na Paulista, o protesto permanecia pacífico e as pessoas se concentravam em frente ao MASP. Tomei o metrô ali mesmo e segui para a República. Eram 22h. Quatro horas e 12km depois, ficou no peito a felicidade, satisfação e esperança. Amanhã será maior!

28 de maio de 2013

Dragões de Éter, Raphael Draccon e Bienal do Livro 2010


2010 é ano de Bienal do Livro. E eu, como leitor voraz que sou, não poderia estar de fora da programação e do evento que está agitando o mercado editorial durante esse mês de agosto.

Além dos stands de editoras, workshops e palestras, os encontros de escritores com seus fãs agitam o evento. Prova disso foi a tarde de autógrafos com Raphael Draccon, escritor brasileiro de fantasia que tem impressionado com a qualidade de seus escritos. Estive por lá, meu exemplar de Dragões de Éter foi autografado e ainda conheci pessoas legais, nerds como eu.

Raphael escreveu Dragões de Éter, uma trilogia fantástica que se passa no mundo de Nova Ether e conquista o leitor desde a primeira página. Não falarei muito dos livros para não soltar spoilers. Ao fim deste post colocarei alguns links com resenhas!

Voltando à tarde de autógrafos, a Editora Leya preparou uma surpresa interessante para os fãs da saga: atores fantasiados dos personagens. Foi mágico! Esta tarde de autógrafos marcou o lançamento do terceiro livro da saga, Círculos de Chuva.

Semana que vem, 21/05, é a vez de Eduardo Spohr, escritor brasileiro e também amigo de Raphael, fazer sua tarde de autógrafos na Bienal com seu best-seller, A Batalha do Apocalipse. Estarei por lá, claro!

A Bienal me proporcionou a oportunidade de conhecer um autor que admiro, ter um livro autografado e ainda a certeza de que um dia chegarei lá, com livro publicado e autógrafos para os fãs. Alguém duvida?


Links

21 de janeiro de 2013

Arrow - 1x10: Burned



Seis semanas depois, Oliver Queen está de volta.


Spoilers Abaixo:

Há seis semanas entramos em crise com Oliver Queen. O confronto com o Arqueiro Negro deixou profundas cicatrizes na vida do playboy e colocou em cheque seu potencial adquirido em Lian Yu. Foram seis semanas de cozimento brando para preparar o sopão delicioso que será servido durante esta segunda fase da temporada. ‘Burned’ tirou nosso vigilante da zona de conforto e o jogou no território do heroísmo para que as coisas continuem pegando fogo.

Desde o início da temporada fomos apresentados a um Oliver Queen com propósitos bem claros e sem dúvidas no que diz respeito à sua missão pós-ilha. Fomos levados entre tramas de ação, aventura, descobertas, drama, romance e reflexões a respeito do papel que o vigilante recém-nascido deve cumprir no destino de Starling City. John Diggle abriu o leque de possibilidades de Ollie ao mostrar que os nomes da lista de Robert são a ponta do iceberg. Em dados concretos, as ações do vigilante de capuz diminuíram os homicídios em 16%, além de reduzir roubos e assaltos. A crise do Arqueiro veio em hora oportuna para que pudéssemos mensurar o peso de sua responsabilidade. O medo dominou os pensamentos de nosso herói para fortalecer seu exército interior, que agora volta mais consciente e determinado.

O vilão do episódio foi estrategicamente escolhido para colocar nosso herói diante de um perigo quase incontrolável: fogo. Os acontecimentos também foram bem selecionados para proporcionar o retorno tão esperado do vigilante. A vingança continua sendo o carro-chefe que move os antagonistas, para nossa alegria. Garfield Lynn fez o piromaníaco e causou a morte de seus antigos colegas de trabalho, mas não matou o grande responsável por sua ruína: o chefe do departamento que não permitiu a operação de resgate nas Torres Nodell. Vamos combinar que fazer a maldita e se matar queimada não foi a melhor vingança, né Garfield? O clássico vilão Firefly serviu, no fim das contas, para tirar Joanna De La Vega do jogo por alguns episódios e economizar o orçamento da série que já está comprometido com convidados especiais.

Nos quadrinhos, Garfield Lynn é um especialista em efeitos especiais pirotécnicos que, vítima da violência de Gotham City, se transforma em um piromaníaco. Ou seja, o cara pira ao ver fogo destruindo pessoas, prédios, casas, etc. É a verdadeira personificação do desejo reprimido de Adele ao tocar fogo na chuva para ver tudo se acabar. O alter-ego de Garfield é Firefly, originário das histórias do Batman, que além de provocar tragédias com incêndios diz acreditar em visões nas chamas. Firefly também costumava usar efeitos de luz e ilusões de ótica como recursos de ataque. Inspirado por vagalumes, o vilão define seu nome e constrói o uniforme com asas. É em um de seus próprios ataques incendiários que queima 90% do corpo, incluindo o rosto. Outro detalhe de sua história é ter sido integrante da Sociedade Secreta de Supervilões. Participação esta que nada tem de especial.

Nada especial também foi a trama de Laurel ajudando a solucionar a misteriosa morte de Danny De La Vega. Cadê carisma nas cenas de interrogatório, romance, conflito e drama? Nem mesmo o insosso Tommy Merlyn conseguiu salvar a trama de sua namorada ao exigir uma gaveta. Por este motivo, deixarei os pombinhos no limbo. Para não ser completamente cruel com Laurel, gostei de saber que ela e Oliver deixam seus medos e sentimentos dominarem. Um diálogo pertinente com o momento de Ollie, colocado no roteiro para dar algum propósito a Laurel. Gosto das parcerias entre o Arqueiro e a Canário, mas neste episódio a interação deixou a desejar. E enquanto guiava Laurel pelo mistério, Oliver fez questão de declarar o que o deixou em crise nesse hiatus: o medo de ser uma perda para seus amados, mais uma vez. Ser derrotado pelo Dark Archer deixou Oliver mais forte, sábio e o fez trabalhar mais. Nosso arqueiro agradece Malcolm Merlyn por ter deixado-o mais esperto e com pele mais espessa. Obrigado, amigo, por ter me feito um lutador! – beijo no ombro -

Já que estávamos em um ambiente de crises, Moira não poderia ficar de fora com o desaparecimento de seu marido inglês. Vimos a Bitch Queen depressiva, com cabelo quebradiço e atestado de aposentadoria de maquiagem. Nem o cardápio do Big Belly Burguer e a sessão de Blu-ray, com filmes do Zack Galifianakis, puderam aliviar o remorso da rainha loira. Nesse ambiente, nossos amados roteiristas que adoram um bapho na Mansão Queen resolveram colocar a poderosa Thea Queen em ação. Vem cá, sua velha, porque você parou de pegar no meu pé por eu usar drogas, matar aula e fazer a Elza nas lojas de departamento de Starling City? Acorda, Queen! Estou precisando de uma tensão porque a vida está pacata demais nessas últimas semanas.

A jogada deu certo e fez a Bitch Queen colocar seu terninho loosho, make up e ainda fazer uma little prayer matinal para Walter, que ninguém além de Malcolm Merlyn sabe onde está. A melhor teoria do paradeiro de Walter é sem dúvida a de Thea: o negão está em Bora Bora com uma aeromoça delícia e vergonha demais para voltar. Enquanto isso, em Starling City, a Queen Consolidated vai para as mãos da Rainha. Dygno. Nos próximos episódios, a conselheira Queen vai começar a diminuir suas sessões de chá e colocará a mão na massa para dar mais vexames nessa trama deliciosa. Existem boatos de que Thea vai descobrir o segredo do irmão. Porran, se com tanta sagacidade ela não descobrir, sou eu quem vai ficar numa pior.

Quem já esteve numa pior foi Oliver, que neste episódio lembrou-se do soldado que matou em Lian Yu e venceu seus próprios medos no presente. Agora, meus queridos, nosso vigilante é muito mais do que somente um vigilante. Nosso Arqueiro é um herói e vai voltar com tudo. Chupa, Dark Archer! Prova do retorno triunfante foram os treinos de torso à mostra, para alegria da trupe que ficou seis semanas em reprises do Warner Channel. Aliás, Marc Guggenheim, produtor executivo da série, disse que a exposição do torso de Stephen Amell vai continuar. Isso indica que ainda vai rolar muito samba na cara da sociedade durante os próximos episódios, incluindo minhas reviews. Para a alegria da turma homossexual que encontra conforto por aqui, Greg Berlanti, também produtor executivo, disse que até o fim da temporada teremos um personagem LGBT regular na série. Muito amor! Batchy! o/

Quem também merece nosso amor, e menção honrosa ao fim deste review, é John Diggle. O soldado não deixou de estar presente para cumprir seu papel de conselheiro, cada vez mais importante para a série e para o relacionamento com o Arqueiro. Diggle já é parte essencial para a trama e ganhou seu espaço nos coração dos fãs. Inclusive no coração daqueles que curtiram ver seu torso. O próximo episódio marcará um conflito entre a dupla dinâmica, mas já sabemos que tudo vai acabar bem.

Por fim, foi um episódio bom, coerente e justo para nos reapresentar os dramas e o retorno do vigilante mais amado de Starling City. Daqui para frente, de acordo com os produtores, o foco do Arqueiro irá se expandir e a trama da lista de Robert será somente 1% do total. Teremos revelações, retornos de personagens, vilões originais e muita, mas muita safadeza. Vamos esperar pelas próximas semanas para intensificar nossas discussões.

P.S. “Esse cara precisava de um chute na bunda”. MERLYN; Tommy. #ClimaLibidinoso.

P.S. 2. Firefly safadinho: “Stay Safe At Night. Sleep With a Fireman!”

P.S. 3. O irmão de Joanna, Danny, tinha o número 3 no capacete. Firefly tinha o número 15. Alguém encontrou alguma relação entre os números?

P.S. 4. Conhece a Jornada do Herói? Recomendo para entender melhor a estrutura das histórias que tanto gostamos, inclusive a de Ollie.

P.S. 5. Merlyn arrecadando dinheiro para as famílias dos bombeiros? Quem é esse?!

P.S. 6. O ator que fez Ned Foster, Diretor de Operações da Queen Consolidated, já participou de Smallville. Em Pequenópolis, Michael Daingerfield foi Gordon Godfrey, mão direita de Darkseid.

P.S. 7. “Fiquei sem internet por alguns anos”. QUEEN; Oliver.

P.S. 8. “Vamos caçar!”. QUEEN; Oliver. #quedizê

P.S. 9. A boate queimou e a festa pegou fogo!

P.S. 10. A Mansão Queen, além de já ter sido o cenário da Mansão Luthor, também foi o cenário da sede do Instituto Xavier nos filmes dos X-Men.


EASTER EGG

A Stagg Chemicals, onde acontece um dos incêndios do episódio, faz parte das Indústrias Stagg, ex-doadora de recursos ao CNRI. A empresa é citada no episódio 1×06: Legacies.

As Torres Nodell, onde acontece o acidente com Garfield, é uma referência a Martin Nodell, criador do Lanterna Verde.


QUADRINHOS ARROW

Capítulo 10 – Engaiolado

Lançada no dia 12/12/2012.

A história é contada pelo ponto de vista de Diggle, mostrando ele e Oliver em um torneio de luta. O objetivo é acabar com Monty Cora, integrante da lista que é conhecido como ‘Passeio Mortal’ no Torneio de Crânios. John Diggle observa que Oliver alimenta sua “fera interior” ao derrotar seus inimigos no ringue.


Capítulo 11 – Huntress Year One

Lançada no dia 19/12/2012.

A história é contada do ponto de vista de Helena Bertinelli e mostra sua jornada até a Itália depois que seu noivo, Michael Staton, morre. Na Sicília, encontra a gangue de assassinos ‘La Morte Sussurrata’ e é treinada pelo líder do grupo. Depois disso, retorna a Starling City.


Capítulo 12 – Limbo

Lançada no dia 26/12/2012.

Oliver descobre um carregamento de cloreto de metileno para a Tríade e impede que o barco faça a entrega no porto de Starling City. Durante a aventura, Ollie revive memórias do acidente envolvendo Sara Lance e seu pai.


Capítulo 13 – Shangai

Lançada no dia 02/01/2013.

Oliver vai a Shangai para confrontar Shen Lei, um traficante de drogas relacionado a Starling City. Durante a estadia na cidade, salva um grupo de pessoas da polícia corrupta chinesa. Gan Jaw-Long, sargento de polícia que controla o distrito e aterroriza as pessoas, é morto por Ollie.


Capítulo 14 – Admitido nos Tribunais

Lançada no dia 09/01/2013.

É contada a história de Sara Lance que, durante sua adolescência, apanhava de garotas na escola, acusada de paquerar o namorado de uma delas. Quentin Lance treina as filhas, Sara e Laurel, para que saibam se proteger. Laurel ajuda Sara e descobre que sua vocação é ajudar os mais fracos. Ao final, é revelado que Sara Lance tinha um caso com o namorado de Gwen, uma das garotas violentas.


Capítulo 15 – 6:15 To Starling City

Lançada no dia 16/01/2013.

Inauguração do trem bala “Flash” que liga Coast City a Starling City com viagens de velocidades superiores a 215km/h. O trem das 6h15 para Starling City é sequestrado por ex-funcionários da Transit National, empresa responsável pelo trem. Oliver salva o dia.